O java e as noitadas
06.03.2009 às 02:30:29 | Categoria: Java, Pessoal, programação | Deixe um Comentário
Um dos sites que mais visitado ultimamente é o site da API do Java - versão 6. Começo já com uma certa tentação em trocar um romance pelo Java - An introduction to Problem Solving and Programming, do W. Savitch, ou Programação Algoritmos e Estruturas de Dados [derivado do belo acrónimo AED] de João Neto, ou porque não, o Data Structures and Algorithms in Java… Enfim, apesar de todo o trabalho que tem dado, e as longas noites a que me começo a acostumar em frente ao Eclipse, com o lapis na mao e um papel com gatafunhos com algumas parecenças de UML.
Entretanto, ando a descobrir o maravilhosa mundo da api ajax do google. O leitor de feed deles está brutal. A pesquisa pode ser posta em qualquer siteE com um bocadinho de jquery,conseguimos fazer coisas bem giras. Em breve vou colocar uma solução de fazer um slideshow com jquery e ajax de uma galeria do software Gallery2. assim que tiver um tempito, posto aqui o código.
in Java II
25.02.2009 às 02:42:15 | Categoria: Blog | Deixe um Comentário
30 Minutos depois, descobri que um programa já com umas centenas de código não funcionava porque: str_var.equals(“qualquercoisa”) é diferente de (str_var == “qualquercoisa”)
in Java I
23.02.2009 às 04:32:52 | Categoria: Java, programação | Deixe um Comentário
Portanto, com esta nova cadeira, proclamada de Laboratórios de Programação, onde em cada semana há um projecto diferente para pensar, e onde se pode ver o que o java é capaz, é provável [e eu já me estou a habituar a isto] que algumas noites deixem de ter longas horas, e passem a ser curtas para bater código à la pata. Enfim, pelo menos usamos um IDE como deve ser: Eclipse.
Em relação ao que é para fazer em si – neste primeiro projecto - , a primeira fase está quase concluída, quero com isto dizer que já desenvolvi alguns métodos chave que me ajudarão a construir o que é preciso, no seu caso básico, ou seja, ler ficheiros, escrever ficheiros e extrair apenas as palavras de um texto com comprimento indefinido para um array de strings. Esta parte foi a que demorou mais, muito pela necessidade de descobrir quais os métodos da classe String e Character que se pode usar para resolver isto. No entanto, a minha solução até que nem está mal pensada de todo, pois descarta qualquer outra possibilidade de pontuação, «; … ! ? = ( ) { } [ ] » etc… A única coisa que não faz é detectar quando há mais de um espaço seguido, e a consequência disso é ter uma posição no array final sem nada. Nada que mais tarde não se consiga certamente resolver.
À parte disto, estou a começar a organizar no meu computador algumas bibliotecas de métodos que certamente farão jeito no futuro.
NOTA: O café, parecendo que não, ajuda!
Tags: Eclipse, Java, programação, Stirngs
Nova cara
21.02.2009 às 02:54:34 | Categoria: Blog, Opinião, Portugal | Deixe um Comentário
Bem, finalmente consegui ter um tempinho para voltar aqui a escrever qualquer coisa. Aproveitei e fiz uma renovação à cara do estaminé… Está com um aspecto um bocado mais limpo.
Estamos na época do carnaval, daquelas brincadeiras estúpidas que os mais pequenos insistem em fazer mas que fazem sem limites. Enfim, compreendo que até faça parte dos tempos modernos, no entanto, custa-me perceber qual a piada de estar constantemente a enviar balões de água quase como se de uma arma de fogo se tratasse: Ainda hoje estava a beber um café numa esplanada, perto de uma escola secundária de Alvalade, quando aparecem uns 4 rapazitos, não mais que 13 anos de idade, a ameaçar [com balões de água] todos os seus colegas da escola. Não querendo ser racista, eles eram todos negros, e a avaliar pela linguagem que tinham, não me pareceu que se dedicassem muito em ir às aulas de Língua Portuguesa. Enfim, se calhar não têm um Magalhães para pesquisar coisas bonitas no Google… Falta Isso para eles evoluírem e trocarem os balões de água assustadores, e passarem a usar um caderno para fazer os trabalhos de casa [nos seus Magalhães].
Detesto o carnaval, não por causa desta emancipação dos pseudo-gangs de pseudo-gangsters pseudo-adolescentes, mas por aquilo que era na sua ideia original e naquilo que se está a tornar hoje.
A parte boa, é que países como o Brasil, esquecem a pobreza enquanto estão a dançar samba, e a TV globo transmite os body paintings fabulosos que por lá se fazem. Cá pelas terras lusas, pelos vistos nem o Magalhães pode ver isso… Enquanto pensamos nestas coisas, a crise desaparece – Como aprendi hoje, já os romanos diziam que “Se queres ver o povo contente, dá-lhe pão e circo”. Palhaços já temos com fartura. Pão infelizmente ainda há muita gente que não tem direito.
Tags: Blog, Carnaval, Magalhães, Portugal, template
Mais um ano
30.12.2008 às 01:12:42 | Categoria: Blog | Deixe um Comentário
O ano de 2008 foi uma espécie pau de dois bicos. Se por um lado me aconteceram coisas bastante más, por outro senti-me realizado. Em termos de vida profissional, acho que nunca tive um ano que desse tantos e tão bons resultados. Acabei o Ensino Secundário com aquele cheque de 500 euros que a ministra distribuiu, entrei na faculdade que queria, para o curso que queria, comecei a trabalhar, primeiro num emprego que não desejo a ninguém, embora seja uma experiencia única, isto é, trabalhar no grupo Sonae, na insígnia Vobis. É um trabalho bastante pesado, no entanto encontrei pessoas (poucas) únicas desde nos 6 meses que lá tive, Depois, surgiu a oportunidade de mudar de emprego, para o sítio onde já tinha estagiado. Foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Com projectos novos, com pessoas que sabem o que fazem e com uma visão de equipa inovadora na disponibilização e actualização tecnológica, voltada para o utilizador, de uma forma muito profissional. Ou seja, o mundo do trabalho a sério no ramo da informática.
Até aqui, a faculdade tem-se mostrado mais trabalhosa do que eu julgava. Um ritmo completamente diferente, com assuntos completamente diferentes e com uma organização quase oposta à que estava habituado. As praxes, no início do ano, foram muito boas… mesmo custando um bocadinho, serviram para conhecer a malta toda. Aparir daqui, o ritmo do estudo e do trabalho tem limitado a 100% a participação nestes “eventos”.
Por outro lado, este ano foi um ano incrivelmente mau ao nível dos afectos, e daqueles que me eram mais chegados. Não entrando em demasiados pormenores, fiquei sem 2 pessoas que considerava que já faziam parte de mim. Coisas da vida.
Espero que este próximo ano seja melhor.
Feliz 2009 para todos.
XMMS - O melhor player de sempre
29.12.2008 às 03:56:59 | Categoria: Blog | Deixe um Comentário
Desde os meus primeiros passos que usava o xmms para ouvir música. Para quem não conhece, é um player muito semelhante ao winamp para windows, mas muito mais limpo. É para ouvir música e ele faz o serviço sem complicações - é muito leve e muito estável. No entanto, o projecto, pelo que me pareceu, ficou descontinuado…até ao ponto de o tirarem dos repositórios oficiais debian e ubuntu. No entanto, sempre existiram seguidores para este maravilhoso player. Assim sendo, foram disponibilizados tutoriais e repositórios adicionais para o porem a funcionar nas distros mais recentes.
Ora, para instalar o dito no ubuntu 8.10 (e em principio qualquer outra distro debian based) basta fazer assim:
–> Acrescentar os seguintes repositórios às sources /etc/apt/sources.list
Debian Lenny (aka testing) 32- and 64-bit x86
deb http://www.pvv.ntnu.no/~knuta/xmms/lenny ./ deb-src http://www.pvv.ntnu.no/~knuta/xmms/lenny ./Ubuntu Hardy 32- and 64-bit x86
deb http://www.pvv.ntnu.no/~knuta/xmms/hardy ./ deb-src http://www.pvv.ntnu.no/~knuta/xmms/hardy ./Ubuntu Intrepid 32- and 64-bit x86
deb http://www.pvv.ntnu.no/~knuta/xmms/intrepid ./ deb-src http://www.pvv.ntnu.no/~knuta/xmms/intrepid ./ --> Digitar o comando: # aptitude update && aptitude install xmms
Depois disto, podem ir ao site http://gnome-look.org e fazer o download das skins.
Para instalar uma skin, é só necessário extrais a pasta para /home/utilizador/.xmms/skins e escolher no menu da aplicação.
Et voilá.. Temos um player como deve ser.
Step by Step
12.11.2008 às 00:07:02 | Categoria: Blog | Deixe um Comentário
Por muito que, há vezes, haja coisas que nos fazem sorrir, principalmente para a nossa, há sempre outras que nos proporcionam o efeito contrário. Enquanto as primeiras, nos fazem distrair, as segundas fazem-nos olhar com uma melancólica nostalgia para outros tempos. Nem sempre a vida é justa. Aliás, a vida é justa, mas de vez em quando não percebemos isso e interpretamos o contrário.
A vida funciona mais ou menos como um computador: programamos, compilamos, e executamos. Colhemos os dados, processamos esses dados, e damos o output. Talvez nao passe mais que isso.
É no entanto, difícil de perceber quando há uma excepção, quando algo interrompe e crasha com tuuo o resto… Seja uma simples linha de código que rebenta com um programa, mas que essa linha seja completamente removida do restante código! Não! Na vida não funciona assim. Há sempre uma merda de uma memória cache, que de tempos a tempos, em vez de remover os ficheiros temporários, não! Copia para a pasta pessoal, todos aqueles ficheiros antigos, com erros, que ocupam espaço. Enfim, é assim a vida e eu acho que ainda não aprendi a lidar bem com isso. Seria tudo mais fácil, se funcionásse-mos como um IA-32, simplesmente com zeros e uns!
Compensa o lado do prisma da vida que não vive na escuridão. dizem os sábios que não podemos ter tudo ao mesmo tempo, pois quando há só uma luz, há um lado e apenas um do prisma vital que fica iluminado, até a luz dar a volta num tempo indeterminado, muitas vezes longo demais.
Quero apenas acrescentar que, sempre que nos empenhamos numa coisa, acaba mais cedo ou mais tarde por dar frutos. Esta semana que passou, voltei a trabalhar ao lado de pessoas excepcionais, num ambiente muito bom. O pior disso é que fico sem tempo para mim, pois ando a deambular entre auditórios e salas de servidores. Por falar nisso, é bom ter o Ulisses de volta, com o seu super Debian!
Mais um desabafo, daqueles sem sentido nenhum. Life is like an assembly code: step by step!
Cálculo
05.11.2008 às 10:41:40 | Categoria: Portugal | Deixe um Comentário
Neste momento, sentado no auditório onde decorre singelamente uma aula teórica de cálculo, concluo que o meu limite para perceber estas coisas matemáticas, tende para zero. Porra.
Software livre? O que é isso?
20.10.2008 às 00:59:44 | Categoria: Linux, Opinião, Pessoal, Windows | 3 Comentários
Eu bem que tento incentivar as pessoas a terem contacto com o software livre, com ferramentas livres que fazem exactamente as mesmas coisas que um Microsoft Office de 100€ ou a suite desse mesmo produto que custa 500€. O que noto é que as pessoas nunca pensaram que em informática pudesse haver coisas gratuitas (muito menos pensam que poderá haver uma comunidade que faz aplicações por uma filosofia…mas já lá vamos). isto remete-nos a identificar o principal responsável por esse mesmo senso comum - “Tudo na informática se paga” - este é o pensamento comum. Se pago para usar o windows, se pago para puder escrever no word, se pago por uma pen bluetooth, por um cd virgem, por uma actualização, por um antivirus, por que razão há alguém que oferece isso de graça. “É de desconfiar”.
Mesmo com alguns portáteis a servirem de exemplo aos outros todos, falo dos EEE PC, e do nosso Magalhães, que vÊm com algumas distribuições Linux pré-instaladas, é difícil para as pessoas comuns perceberem o que é, o que significa e o que se consegue fazer com Linux. Aspectos a considerar: falta informação nos média (José Eduardo Moniz, se me estais a ouvir, põe a Moura Guedes a dizer Linux, com a aquela boca, para ver se chega aos ouvidos dos portugueses. Explicai ao país o que é software livre e dêm o exemplo e comecem a usar isso na TVI. Senhor das camisas de seda da sic (Aquele do choque tecnológico que aparece no telejornal a dizer barbaridades acerca da tecnologia informática), comece a ver alguns artigos, comece a estudar um pouquito, que, com algum esforço, perceberá o que é o sofwtare livre e que não vale a pena estar sempre a defender a Microsoft em todos os telejornais. Eu sei que custa, mas vá lá…), falta informação nas grandes superfícies, nas escolas, nas empresas.
Culpa de tudo: Não, não é da Microsoft. É daqueles todos que cegamente defenderam a Microsoft. Sim, estou a falar do senhor Belmiro, estou a falar do nosso querido governo que - diz que - defende software livre, mas depois fica orgulhoso da microsoft em portugal ser a que vende mais! A estes senhores, ponham os olhos no sapo, um grande impulsionador do software livre em portugal, ponham os olhos na Caixa Mágica, que tem muito mais que uma distribuição apagada, ponham os olhos em tudo o que se faz cá, neste país - Claro Claro, o Magalhães….não vá o Sócrates ler isto e ainda me vir chatear os cornos por eu não falhar no Magalhães. Quanto a esse, muito bom projecto, honestamente falando, sinto-me orgulhoso em ser do primeiro pais a distribuir computadores low cost em todos os graus de ensino obrigatório… Mas foda-se, porquê distribuir aquilo carregado de sofware proprietário? Tem uma partição linux lá metida… (Hoje dei por isso quando li as características do Magalhães…senão não sabia.). E ainda me vieram perguntar se não dava para tirar aquilo porque ocupava muito espaço e não servia para nada.
Resumindo, as pessoas não sonham o que significa software livre. Não falo apenas do linux. Falo sobretudo na filosofia GNU, da filosofia de tornar os computadores - a nível de aplicações - não um negócio, mas um meio. Querem fazer negócio. Ok: Formação. Quem é mesmo bom, ganha prestígio. Formações Red Hat, formações Cisco, Sybase, ETC ETC ETC. Os computadores devem ser livres, devem possuir uma ferramenta para nos ajudar a viver, simplesmente isso. Muitas das pessoas nunca pensaram nisso, não por culpa delas, mas por culpa de todos aqueles que sempre lhes meteram windows à frente, e nunca questionaram nada - viva a comodidade -, que nunca se perguntaram o porque de não puder escolher outro sistema operativo, ou “por que é que tenho de pagar um sistema operativo que não quero! E se pago, onde está o CD para puder instalar noutro computador? Ah, espera… Eu paguei apenas para este computador… Ah mas espera, eu não paguei para ter…não sou o dono deste windows…Ora, mas sou o que?…Tenho apenas direito a usar o windows neste mesmo computador…”
Tento, dia-a-dia, tentar contrariar esta escuridão estúpida… Ou pelo menos fazer com que as pessoas cheguem a casa com curiosidade de ir experimentar qualquer coisa livre.
Seguindo a exigência, chegando aos resultados
19.10.2008 às 00:54:30 | Categoria: Filosofia, Literatura, Opinião, Pessoal | Deixe um Comentário

(Foto sob Creative-Commons License)
Se formos à História Mundial, conseguimos facilmente encontrar “obras”, onde a exigência e o rigor resultaram em feitos que marcaram uma certa época. Comecemos pelas pirâmides do Egipto. Apesar de cada pedra ter sido transportada por cima das chagas
cobertas de suor de milhares de escravos, hoje essas pirâmides ainda escondem segredos, ainda são motívos de discórdia entre historiadores e, mesmo que ainda não seja muito frequente associar, as Priâmides foram um marco importante para a matemática. Cá, na nossa “culatra” à beira-mar plantada, recordemos o Convento de Mafra, ou o grande Jerónimos… Seria possível ter estas duas supremas edificações sem rigor nem exigência? Mesmo no campo das artes, na arquitectuda, na escultura, na métrica de cada verso de Pessoa, em cada nota de uma valsa de Strauss. Basta pensar um bocadinho nisto e imaginar o que tínhamos se não houvesse quem prezasse a exigência ao longo dos milhares de anos que nos antecedem.
Em tudo o que fazemos, seja a nível profissional, ou a nível pessoal, temos - eu pelo menos tenho - o hábito de ser exigente, comigo e, por consequência, também com os outros.
O que acontece é que muitas vezes, isso é simplesmente ignorado, simplesmente esquecido e posto de parte, o que resulta numa total desorganização, conflituosa e, por vezes, bastante cara. É preciso, no entanto, ter conta peso e medida neste aspecto da exigência, se queremos chegar a resultados… Porque penso que exigência a maias, resulta numa falta de resultados, porque se complica tudo o que devia ser simples… Enfim, em todo o caso, acho que é o caminho a seguir onde a desordem reina e onde os maus hábitos sobrepuseram-se às boas práticas.


